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quarta-feira, 1 de março de 2017

Carnaval que não fez parte da história

Carnaval as fantasias ficam mais transparentes

Carnaval a gente sempre acha que já viu tudo ou ouviu falar, mas a verdade quem tem um amigo como o meu nunca estará livre de vivenciar um diferente carnaval e que não fez parte da história, digo isso porque ao passar por uma tremenda maratona procurando o hotel que fiz reserva numa cidade longe da minha, padeci com o meu colega que estava com a sua cabeça em Marte.
Carnaval-rodoviária-amigo
Vamos ao conto, perto de chegar o carnaval resolvi fazer a minha viagem, meu colega já esperava na rodoviária da cidade onde o hotel reservado dava a tranquilidade de ter momentos bem proveitosos nesses dias de festa, mas não foi bem assim que aconteceu, pois esse meu colega que estava na rodoviária me aguardando já se encontrava com o corpo aqui na Terra, mas a cabeça em Marte, espero que vocês tenham entendido o que eu quis dizer.
Carnaval-procurando-hotel
Percebi esse fato quando no caminho para o hotel após estarmos andando mais de 1 hora (e nada do hotel) ele me perguntou porque eu levei meu cachorro para o carnaval, quando na verdade do que ele se referia era a minha mochila, fingi não entender e propus continuarmos caminhando para o hotel por querer tomar banho para tirar o cansaço da viagem, concordando comigo sem antes fazer uma pequena ressalva de que no hotel não deixariam o meu cachorro (mochila) entrar, mas segundo ele não seria motivo de preocupação pois daria um jeito "esperto".

Carnaval-amigo-padre

No caminho por todos os lugares que íamos passando ele dava uma pausa e perguntava a qualquer pessoa aonde estava o hotel, isso de um certo modo foi me deixando preocupado, afinal ele já estava hospedado, logo ele saberia onde ficava o hotel, mas como tudo é carnaval, imaginei que durante o nosso caminhar ele acabaria se lembrando ou até mesmo acabaríamos chegando no local, porém quando passamos em frente a uma igreja, meu colega vendo o padre da paróquia fez a mesmo pergunta sobre onde ficava o hotel, o padre vendo o estado que meu colega se encontrava começou a brigar e disse ainda que iria nos excomungar, pronto lá estava eu num carnaval sem conhecer a cidade, sem ver o hotel pra dormir e ainda sendo excomungado.

Carnaval-Pikachu-bêbado

Até esse momento apesar de estarmos andando um tempão e nada do hotel aparecer tudo corria sem grandes preocupações, digo grandes porque pequenas preocupações já estávamos tendo, afinal fui excomungado, sem onde dormir, cansado e perdendo o carnaval na cidade, então para piorar um pouco mais a situação, no meio desse nosso caminhar encontramos um homem fantasiado de Pikachu que deveria estar com a cabeça além de Marte, falo isso por ver o estado em que se encontrava esse cara e meu colega cismou de pedir informações sobre o tal hotel a ele, ainda tentei argumentar com meu colega que talvez esse moço estivesse "dormindo", mas Kiko (meu colega) riu e disse que eu deveria estar bêbado, pois o cara estava acordado e segurando o seu "refrigerante".
Carnaval-amigo-bloco
Então eu e meu colega seguindo as coordenadas do moço Pikachu com a cabeça cheia de refrigerante (segundo meu colega), fomos atrás do hotel e depois finalmente aproveitar o carnaval, embora meu cansaço já estivesse nas alturas acreditava que poderia descansar meia hora no hotel, relaxar um pouco, tomar aquele banho revigorante e ir para o carnaval, mas eis que de repente começo a ouvir batuques e gritarias (gente cantando), cada vez mais forte vindo justamente do local que segundo o moço Pikachu seria aonde hotel ficava, Kiko (colega) olha para mim e diz na maior naturalidade se eu estava escutando o barulho e eu respondo com a cabeça afirmativamente, então ele com toda segurança diz que o hotel deveria estar lotado, pois o barulho todo vinha de lá e ainda em tom de repreensão me acusou de ter duvidado do Pikachu só por ele ter bebido um pouco a mais de "refrigerante", mas quando chegamos pertinho do barulho podemos avistar que aquilo nada mais era do que o bloco de carnaval passando pela rua e hotel que seria o bom, nada e nem por perto.
Carnaval-amigo-hotel
Desanimado e cansado (muito) comecei a imaginar um plano "B" para poder dormir, descansar e só começar a curtir mesmo o carnaval na manhã seguinte, pois pelo andar da carruagem acreditava realmente que hotel pelo menos naquela noite não iriamos achar, não enquanto Kiko não melhorasse da sua cabeça em Marte, acredito até que de tanto andar sem um descanso a minha também já estivesse oca para pensar em algo diferente, até que Kiko inesperadamente propõe sentarmos no meio fio para relaxar e pensar numa solução, porém como não abri a boca pra argumentar algo, ele disse tranquilamente olhando para mim que seria melhor sentar esperar que o hotel passasse pela gente, pois no entender dele o hotel tinha saído do local para nos procurar e se nós em silêncio ficássemos esperando ele fatalmente em algum momento ele passaria no local aonde estávamos, juro que nessa hora me deu uma vontade de dar um tapa pra ver se ele caia na real, mas preferi ficar sem responder, de repente Kiko dá um berro apontando para o hotel bem na nossa frente e tive ainda que ouvir dele que estava com a razão visto que o hotel estava mesmo atrás de nós e nos encontrou, então eu para não contraria-lo só pronunciei essa frase: "Então vamos entrar nele logo Kiko, vai que ele (hotel) resolva sair de novo".

Lição: Não precisamos beber para se divertir (meu caso), mas se gosta de beber, então respeite o seu limite, pois só assim conseguirá realmente aproveitar o máximo o carnaval ou quaisquer outros eventos se divertindo, mas principalmente se for beber seja a quantidade que for, não dirija.

Abraços,
Contos do Guri

sábado, 16 de julho de 2016

Esse tanto tempo

Tempo brinca na vida, quando vamos ver, não há mais tempo

Tempo-namorados

O tempo não me roubava você

Num tempo em que nada me roubava você 
eram seus olhos que podiam tocar todos os meus momentos 
As suas palavras pulsavam como um sempre no meu coração 
Minhas imaginações trasbordavam de um novo mundo todos os dias com você
Isso o tempo malvado levou e aqueles momentos juntos com você se foram 
pra bem longe de mim 
Os seus olhos parecem estar proibidos de tocarem 
aqueles momentos nesse hoje
Mas suas palavras ainda estão aqui como sempre, 
não são como antes por não poder ouvir como antes, 
mas sim como posso agora
Sabe aquele jeito que você tem quando assopra tirando o cabelo do rosto? 
Na minha imaginação é um jeito seu de me seduzir, engraçado né?
E sem saber você me conquistava cada vez mais, 
eu sei do medo que tem... 
Sim foram muitas coisas que aconteceram durante esse tempo
Esse tanto tempo que fez sem remorso acontecer espaços, 
acho que a minha insegurança que ficou mais visível que a sua 
É, acho que isso é o que mais parece ser, 
mas não tem problema, pois o meu amor continua estando ai presente 
e não ser ou ter.
E é assim que você brilha em mim 
quando todas as pessoas me elogiam por ai fora... 
Sim, elas não sabem que esse brilho é você 
ou se sou eu refletindo esse meu amor por você.
Beijos
Contos do Guri

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Festa Junina

Festa junina, a história

Festa-Junina-barraca
Festas Juninas não gostava muito de participar delas talvez por ser meio tímido na época e festas assim sempre deixava a rua cheia de gente vindas de diversos cantos do bairro, então gostava de ir, mas não para dançar quadrilha ou me envolver nas brincadeiras que acontecem nelas e ser visto por todos me deixaria ainda mais envergonhado, na verdade o que eu mais gostava em festa Junina era de comer os deliciosos doces e salgadinhos, porém tudo isso foi até que.
Festa-Junina-surpresa
Até que a minha vovó com suas mãos carinhosas e habilidosas resolveu numa surpresa fazer uma roupa de festa Junina que todos em casa comentaram que seria o caipira mais bonito do Arraia dar Diurna (nome da festa) e isso já estava começando a me agradar, afinal quem não quer ser o mais bonito de uma festa? O meu pai assim que chegou do trabalho me viu com a roupa de festa Junina com todos a minha volta vibrando de alegria ficou meio desconfiado se eu usaria mesmo a roupa por saber da minha meia timidez, mas gostou da ideia e concordou com a mulherada de casa. 
Festa-Junina-arrumação
Antes da festa realmente começar fui ver e ajudar participando das arrumações nas barraquinhas , bandeirinhas e de vez em quando dar umas beliscadinhas nos quitutes deliciosos que chegavam aos montes para minha satisfação, acredito que na verdade era uma maneira de saber se eu teria mesmo coragem em usar a roupa que a minha vovó tinha feito com tanto carinho e perfeição, confesso que me dava aquele friozinho na barriga cada vez que a hora avançava e o começo da festa Junina estava cada vez mais próxima.
Festa-Junina-começando
A minha ansiedade foi tanta que eu cheguei na festa Junina muito cedo só com alguns colegas e outros nem conhecia por serem de ruas mais distantes que a minha, mas o importante que eu já estava lá e vestido de acordo como manda o figurino, os poucos colegas presentes faziam coisas me deixando mais a vontade, com isso meu nervosismo estava passando aponto de eu começar a receber as pessoas na festa mesmo as que não conhecia e foi justamente numa dessas pessoas que apareceu um colega mais velho (22 anos) com sua linda noiva que me despertou interesse com meus 17 anos de idade tal a sua beleza e acredito que nela também provocando desconfiança no seu noivo, mas.
Festa-Junina-cheia
Mas a verdade que em pouco tempo a festa Junina estava lotada num sucesso total e eu cada vez mais animado esquecendo até que um dia fui meio tímido, já participava das brincadeiras com desenvoltura sem me importar se tinha alguém vendo, cheguei a ganhar corrida de saco valendo brindes (bola de futebol), de repente um imprevisto na dança de quadrilha, o casal de noivos que vinha de outra rua não compareceu o que fez a organizadora da festa procurar outro par e adivinhem qual foi o casal escolhido? Sim, isso mesmo, eu a noiva daquele colega que a partir daquela festa casei 3 vezes com ela e.

Beijos
Contos do Guri


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Férias para não esquecer

Férias, algumas delas não esquecemos

Férias para não esquecer pelo fato ocorrido numa de minhas férias escolares, pois sempre nesse período eu ficava na rua quase o dia inteiro, digo quase pelo fato da minha mãe manter um certo controle dessa situação, além do que meu pai nessa época trabalhava meio expediente que até então não sabia qual era o real motivo, mas hoje sei que era pra ajudar minha mãe a cuidar de mim.

Férias-e-almoço-em-família
Tudo começou quando eu estava em casa almoçando quietinho pensando na rua para brincar, mas escutava minha mãe toda orgulhosa conversando com o meu pai sobre as minhas ótimas notas na escola e o começo de minha férias escolares, do outro lado da sala minha vovó na sua cadeira de balanço com seu passatempo predileto de costurar, observando as trapalhadas da sempre brincalhona Pitucha (minha cachorrinha).
Férias-brincando
Já no fim do almoço comecei a ouvir a zoeira de meus colegas na rua brincando, logicamente que aquilo me deixou com mais vontade de estar lá com todos eles, esperei um pouquinho mais a minha mãe tecer elogios de mim para meu pai quanto a minha conduta escolar, tão logo ela terminou sem perder tempo perguntei se poderia ir pra rua brincar, não sendo o costume deles consentiram de imediato, até me espantei (acho que foram as minhas notas na escola) e lá estava eu curtindo as minhas férias junto com a turma jogando bola e outros soltando suas pipas.
Férias-Ajudando-um-amigo
De repente houve uma correria para pegar as outras pipas que passaram voando sem dono, eu como não poderia ficar sem perder essa fui também, só que pipa não é algo que goste muito, então logo desisti voltando para o campinho a continuar meu jogo de futebol, porém quando voltei encontrei um dos meus colegas sentado encostado na árvore chorando pelo fato da sua pipa ter ficado presa no arame farpado e é justamente ai que começa as minhas férias para não esquecer, pois para ele parar de chorar disse que pegaria a pipa em cima do muro presa no arame farpado.
Férias-machuquei-no-arame-farpado
Pois bem, fui fazer uma boa ação subindo no muro, um grande feito para meu início de férias, mesmo lembrando os dizeres da minha mãe para ficar quietinho e só brincar quando desse 3 horas do descanso do almoço evitando assim problemas, mas apesar de ter lembrado pensei comigo que não estava ali brincando e sim ajudando um colega, logo essas 3 horas de descanso não eram necessárias, pois bem, fui subir o muro e no instante que dei o terceiro passo escorreguei, me agarrei no arame farpado, acabei pendurado nele até conseguir sair, cortei o peito também, não preciso dizer que fui correndo chorando para casa.
Férias-pai-chegando-do-trabalho
Em casa minha mãe nervosa de ver tanto sangue no meu peito e mão não pensou 2 vezes em levar para o hospital, lá o médico disse não daria pontos para não ficar uma cicatriz feia, mas teria que cuidar bem e doloroso seria o tratamento, me restou escutar sermão desde o hospital, em casa minha mãe tentava falar com meu primo médico e contar o caso, vovó sempre carinhosa procurava acalmar minha mãe e Pitucha queria brincar comigo, já o meu pai... Bem; ele acabava de chegar do trabalho, sem entender nada do que estava acontecendo olhou para eu enfaixado, Pitucha sem parar de brincar comigo, vovó acalmando minha mãe enfezada e perguntou o que estava acontecendo e eu timidamente ou chorosamente respondi que essas férias seriam para não esquecer.

Lição: Foi desse dia em diante que aprendi os significados das palavras respeito, obediência e aceitar sempre as recomendações dos pais, pois por mais absurdas que possam parecer as suas recomendações, sempre serão as mais certas a seguirmos e respeitar mesmo quando a nossa prioridade seja curtir as férias, temos com certeza entender que nossos pais só querem o melhor para nós.

Beijos
Contos do Guri

sábado, 25 de junho de 2016

Amor a luz do dia

Amor e a contemplação dele na luz de um dia

Amor-casal-apaixonados
Caminham as horas no dia nublado com sol... 
Imaginando encontrar você ao acordar 
Ligo... A ligação não é completada 
Então lhe chamo no silêncio que ficou... 
Sim! Vem a mim todos momentos que eu pude ser seu
As cumplicidades das madrugadas pareciam terem vidas... 
Vidas que agora recordo
Dentro das asas do tempo chegávamos voando até o quarto do éden... 
Pairávamos no ar entre paredes coloridas do amor 
O cheiro era suave desse amor... Jardins, flores, nós... Sempre, nós
O seu olhar castanho escuro brilhava ao ver além do que sonhávamos... 
Num lugar mágico, vivíamos, ricos de cores e sabores... 
E assim o cinza do céu dava lugar ao sol, visto através das nossas almas apaixonadas... 
Era a forma mais bonita quando o sol refletia seu corpo pra mim, encanto 
Em sonhos, puxava você para os meus braços, beijava lentamente até seu despir... 
Hum... Cabelos longos, pele branca e macia... Mistura de anjo e demônio... 
Abria seu sorriso, encabulando o meu que observava cada gesto seu... 
Até me beijar na orelha... Mordia a nuca... Hum... 
Mãos, abraços, magia nos carinhos... 
Seu corpo vinha me cobrir de pecado com jeitinho e muitos beijinhos 
nas partes do meu que sempre me conquista, amor a luz do dia...
Hum... Aí já era!
Beijos
Contos do Guri